Mostrando postagens com marcador UFMBPIBGOIÂNIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador UFMBPIBGOIÂNIA. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Oração


Oração

Na tarde da terça-feira, 04 de agosto de 2020, a MCMPIBGOIÂNIA trouxe um estudo bíblico online sobre o relevantíssimo tema da Oração. O Estudo foi apresentado por Márcia Monteiro, sócia da Organização local e Esposa de Pastor.



*MCMPIBGOIÂNIA 2020 - DECOM

quarta-feira, 4 de março de 2020

DESCANSO NÃO É OPCIONAL


“Deus inventou o trabalho”, afirmou a professora Emy Alves de Almeida e Souza durante introdução de estudo intitulado “Descanso não é opcional” publicado pela revista Visão Missionária IT20. A reunião semanal do grupo realizada no dia 18 de fevereiro de 2020 contava com cerca de 40 senhoras.

A apresentação consistiu em uma alternância de reflexões sobre trabalho, descanso, produtividade, saúde e bem viver além de esclarecer sobre o trabalho criado por Deus. “O trabalho humano seria o de cuidar de um jardim com múltiplas espécies, exuberante e farto”, observou. 

A palestrante disse ainda que o próprio Deus destacou claramente um período para trabalho e outro para descanso como está demonstrado em Gênesis 2.2, que afirma: “E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito”.


Prosseguiu fazendo uma análise sobre as tarefas domésticas e as relacionadas à família. Observou que nelas as mulheres parecem visceralmente envolvidas e acabam por ficar sobrecarregadas, uma vez que segundo ela, muitas além de realizarem o seu trabalho socialmente, em geral fora do lar, acumulam obrigações no âmbito da casa e da família praticamente intermináveis.

Neste ponto o grupo se manifestou enriquecendo a reflexão com depoimentos sobre mudanças com relação a usos e costumes. Entre elas estava a irmã Zedite Gomes Cassiano, uma professora e veterana entre as mulheres batistas goianas que fez uma lúcida observação. “As mulheres de hoje são de muita sorte porque seus maridos as ajudam em casa. Em minha época, eles não ajudavam em nada. Caso fizessem algo no sentido de contribuir com a esposa com relação aos trabalhos domésticos e a criação dos filhos eram até mal vistos pela sociedade”.

Na sequência a palestrante levantou problemas relacionados ao trabalho, especialmente os gerados pelo desequilíbrio entre trabalho e descanso. Citou dores, insônia, fadiga, ansiedade até estafa ou esgotamento mental que podem comprometer seriamente a qualidade de vida e em certos casos, podendo levar mesmo à morte.  

Por fim, disse que todo mundo trabalha e estuda com a perspectiva de desenvolver porque há um imperativo no mercado de trabalho por qualificação. Assim, a pessoa que se esforça e se qualifica tem mais chance de se realizar profissional e pessoalmente.  Deste modo, segundo ela, o trabalho pode levar à felicidade, desde que observada com atenção a sábia alternância entre os períodos de trabalho e de repouso.

E este pensamento  estava em perfeita consonância com a observação de Salomão em Eclesiastes 4.6: “Melhor é uma mão cheia com descanso do que ambas as mãos cheias com trabalho e aflição de espírito”. 






*Texto e imagens: MCMPIBGOIÂNIA 2020 – DECOM.




quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

MCMPIBGOIÂNIA 2020 - 80 ANOS



Em 2020 os batistas são cerca de 42 milhões de filiados ao redor do mundo de acordo com dados divulgados pela Aliança Batista Mundial (ABM). Estão distribuídos entre 121 países e territórios e organizados em 228 convenções e uniões através 177.000 igrejas. 

No Brasil, de acordo com dados divulgados pela Convenção Batista Brasileira (CBB) relativos ao ano de 2018, são cerca de 1.706.003 membros, em 8.753 igrejas e 4.944 congregações, encabeçando a lista das denominações protestantes no Brasil não pentecostal.

Em Goiás, segundo cruzamento de algumas estatísticas, os batistas perfazem um contingente aproximado de 20.000 filiados neste ano de 2020, quando a denominação comemora o centenário de sua presença no Estado, tomando como marco a Organização de sua primeira igreja na Cidade de Catalão, evento que ocorreu no ano de 1920.



Resumo Histórico
Em 24 de outubro do ano de 1933, foi lançada a pedra fundamental que daria início aos trabalhos da construção da cidade que viria a ser a nova capital do Estado de Goiás e que a partir de 1935 passaria a ser chamada Goiânia. A quarta cidade planejada do Brasil debatia-se ante toda a sorte de dificuldades incrustando-se no Cerrado para onde afluía gente de várias partes, com vistas a uma vida melhor para as gerações futuras.

Desembarcavam na área inóspita do coração do Brasil pessoas de várias partes. E, entre os envolvidos com o sonho da construção da nova capital goiana, estavam 21 crentes batistas, que reunidos em uma casa residencial no então, Bairro Popular, no dia 30 de janeiro de 1938 fundaram a Primeira Igreja Batista em Goiânia, que teve como seu idealizador e primeiro pastor, o pastor e missionário norte americano Daniel Frank Crosland.

De acordo com relatos da irmã Dinah Antunes de Oliveira (áudio gravado em fita cassete em data não informada e pertencente ao Arquivo da Mocidade da Primeira Igreja Batista em Goiânia e consultado pela  Jornalista Carmelita Graciana, algum tempo depois de sua organização no Bairro Popular na residência do Pr. Daniel Frank Crosland, o grupo passou a se reunir no Bairro Botafogo, que à época era um lugar particularmente violento da nova capital, razão pela qual fora apelidado de “Botafaca”.

Segundo o depoimento de Dinah Antunes Oliveira, nesta fase a igreja convivia com muitas dificuldades. Ela relatou que da casa residencial comprada no Bairro Botafogo para realizar os trabalhos foram retiradas as paredes internas. Informou ainda que o piso era em barro batido e que a iluminação púbica disponível na cidade era produzida por gerador, que por sua vez, era desligado às dez da noite. Sendo assim, as famílias batistas iam para as reuniões cada qual com seu lampião e lá chegando penduravam-no na parede para que pudesse iluminar a casa de cultos.

Contou ainda que foi nesta fase, no ano de 1940, que se estruturou a Organização feminina da igreja, denominada, então, de Sociedade de Senhoras. Organizou-se com 05 sócias, cuja primeira presidente foi a própria depoente, irmã Dinah Antunes de Oliveira e que as reuniões ocorriam aos domingos à tarde. Outras curiosidades relatadas sobre esta fase é que havia um órgão que provocava mais barulho do que música e que todos os membros da igreja tomavam parte no primeiro coral da Primeira Igreja Batista.

De acordo com entrevista da irmã Eulália Ribeiro de Menezes, membro pioneiro da PIB cujo nome figura na Ata da Organização da PIB Goiânia, mais tarde a PIB voltou a se reunir à Rua 20, no Centro da capital, para o que alugou um espaço em um galpão comercial cujo proprietário era conhecido por Berquó. 

Depois, de acordo com várias fontes, ainda por volta do ano 1940, através de uma generosa oferta de igrejas norte-americanas juntada aos parcos recursos locais, promoveu-se a compra de 02 lotes na esquina das Ruas 13 com 16 no centro da cidade, onde erigiu, para a Primeira Igreja Batista em Goiânia, o primeiro templo, propriamente dito. O prédio tornou-se um entre os 10 templos evangélicos distribuídos entre os sete bairros de Goiânia, à época.

O Jornal Batista, edição de 29-01 e 5-02 de 1942, em artigo que descreve o trabalho batista realizado na capital goiana, refere-se assim ao 1º. templo da PIB: “A fachada do prédio estende-se por vinte e cinco metros. Vinte e sete portas e cinquenta e duas janelas, cuidadosamente distribuídas, garantem o acesso fácil às diversas dependências e ventilação conveniente. Doze metros de altura interna (pé direito) e as galerias dão ao interior um aspecto verdadeiramente grandioso. O batistério, que fica no segundo andar, tem a beleza grandemente realçada pela ótima pintura de uma paisagem do Jordão, de água corrente, obra de um pintor do Rio de Janeiro. Todo o material empregado foi adquirido em São Paulo, inclusive o madeiramento das portas, janelas, etc., e mais o mobiliário, de jacarandá”.

O prédio, em estilo anglicano, mais tarde cedeu lugar ao que existe atualmente. E este tem, entre as salas da lateral anexa, uma especial conhecida como Sala das Senhoras. Nesta, a MCM promove as suas reuniões semanais, às terças-feiras, às 15 horas a muitos anos.

Oitenta anos depois, a União Feminina Missionária local continua firme e atuante juntamente com sua Organização-filha que também completa 80 anos em 2020, as Mensageiras do Rei. As senhoras e as meninas da Primeira Igreja Batista em Goiânia continuam a se reunir para orar, cantar, estudar, meditar sobre os ensinos da Bíblia e confraternizar. Certamente compartilhando lutas, dificuldades e dores, tais como as vivenciadas pelas irmãs pioneiras. Mas, sobretudo, movidas pela mesma disposição ao serviço porque motivadas pelo mesmo amor.


*Texto: Carmelita Graciana (GO 00935JP)
*Imagem: MCMPIBGOIÂNIA 2020 – DECOM          


sábado, 15 de fevereiro de 2020

MULHER, SEJA GIRASSOL!



Muitas plantas foram citadas ao longo do texto bíblico.  Entre elas algumas bem populares como a babosa, a mostarda, o açafrão, a romã, a hortelã, o alho e a cebola. E outras bem exóticas como o cálamo, o endro, o nardo, o terebinto, o zimbro e o zambujeiro. Entre as plantas citadas há pelo menos cinco flores conhecidas na Palestina  Antiga ou em toda a abrangência do Oriente Médio, com clima semiárido e desértico como os lírios, a rosa de Saron, a açucena e o bálsamo. 

O girassol, porém, não consta da lista. É uma planta de outra região do mundo, mas seu curto ciclo de vida tem muitas lições a ensinar à vida humana, sobretudo à vida da pessoa enquanto cristã.
E foi a esta analogia que a palestrante da tarde do dia 11/02/20 se dedicou enquanto apresentava o tema: “Mulher, seja girassol” ao grupo de senhoras da MCMPIBGOIÂNIA, um estudo publicado em artigo pela revista Visão Missionária IT 20.

A irmã Marcia Ventura Monteiro, esposa de pastor e sócia da MCM, destacou cinco entre as principais características do girassol e, fazendo um paralelo com a vida humana, ressaltou alguns ensinamentos:  a tendência natural da planta por seguir a luz, a flexibilidade nas mudanças, a habilidade no enfrentamento a uma momentânea escuridão, sua capacidade de produzir bons frutos e por fim, o legado que deixa às futuras gerações. 

Ela informou que o girassol é uma planta heliotrópica, isto é, posiciona a flor na direção do sol, rodando a haste. Que o fenômeno que faz o girassol “girar” é conhecido como “rastreamento solar”, o que significa que ele é orientado pelo sol e que uma espécie de relógio interno faz com que o girassol se volte para leste durante a noite. Deste modo, a flor já “espera” o Sol nascer inclinado para o lado certo. E, concluindo este tópico lembrou que de acordo com o Evangelho de João em João 8:12, Jesus disse: "Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida”.

A palestrante informou ainda que o girassol é muito resistente às mudanças climáticas podendo suportar extremos relacionados à temperatura e umidade de solo, além de possuir raízes e cabo bem resistentes habilitando-o a sobreviver a grandes tempestades.  Ela lembrou dois personagens bíblicos que são exemplos no quesito resistência e firmeza que mantiveram sua fé firme e sua conduta incólume em tempos tenebrosos, Jó e Habacuque.

Jó, jamais blasfemou contra o Senhor mesmo em face das maiores provações e terríveis perdas. E Habacuque, do mesmo modo, ao ponto de declarar em Habacuque 3:17,18:  "Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação”.

Sobre o terceiro ponto, que é a capacidade para enfrentar uma escuridão momentânea, os estudiosos informam que, quando o sol se põe e a noite chega, o girassol volta à sua posição original, porque suas células deixam de receber o estímulo que provoca o seu movimento. E é durante a noite que essa planta usa toda a luz que absorveu durante o dia para fazer com que suas sementes amadureçam e, consequentemente, gerem novas plantas.

Segundo estudiosos,  o  ciclo de um girassol é sempre o mesmo: todos os dias, desperta e acompanha o Sol como as agulhas de um relógio. À noite, percorre o sentido contrário para esperar novamente sua saída na manhã do dia seguinte.  Deste modo, o girassol não deixa de se desenvolver, porque, é como se soubesse que, na manhã seguinte, o sol surgirá novamente e lhe dará tudo o que precisa.

“Da mesma forma, quando uma pessoa passa por um momento de escuridão em sua vida, ela não deve desanimar e nem deixar de crescer espiritualmente, porque Deus não nos abandona, e no tempo certo, Ele renova a nossa vida”, disse a palestrante no fechamento deste tópico, justificando biblicamente com o verso 5 do capítulo 30 de Salmos, onde se lê:  “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”.

O girassol é uma flor muito bonita e tem um perfume muito agradável, mas suas flores e seu caule também são usados na fabricação de uma tintura alcoólica que pode ser utilizada no tratamento de doenças respiratórias e pulmonares. O girassol ainda pode ser usado na indústria de produtos de higiene e de cosméticos, como ingrediente de cremes hidratantes, lubrificantes e sabonetes e a fibra existente no caule do girassol pode ser usada na fabricação de papel.

Porém, o principal motivo pelo qual o girassol é reconhecido e cultivado em vários lugares do mundo é a qualidade do óleo produzido através de suas sementes que podem ser usadas para fabricação de biodiesel, alimentação de pássaros e para o consumo humano. O óleo de girassol é considerado um dos melhores e mais saudáveis entre todos os óleos comestíveis, suas propriedades são boas para o coração, o cérebro, o sangue e a pele.

Sobre esta capacidade para produzir bons frutos a palestrante demonstrou com o texto na Carta aos Gálatas, em Gl 5.22,23, onde se lê: “O fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.”.

Concluindo a apresentação, ela informou que o ciclo de vida do girassol é de aproximadamente um ano, mas que neste curto espaço de tempo, a planta absorve tanta luz do sol que, quando morre, deixa no solo uma quantidade incrível de nutrientes para que novos girassóis possam brotar e se desenvolver.

Ressaltou que a Bíblia diz que os dias da vida humana aqui na Terra também são passageiros, mas que como o girassol, devemos deixar um solo fértil com boas ações e exemplos positivos para aqueles que virão depois de nós.  O que será possível, segundo ela, somente se desenvolvermos uma comunhão profunda e dependente de Deus, a “Luz do mundo”, todos os dias.



























 *Texto e imagens: MCMPIBGOIÂNIA 2020 – DECOM