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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

MCA PIB GOIÂNIA- CONFRATERNIZAÇAO 2012 E POSSE DIRETORIA 2013



No último dia 18 de dezembro a Organização Mulheres Cristãs em Ação da Primeira Igreja Batista em Goiânia, promoveu a sua tradicional confraternização de final de ano. Teve também comemoração do aniversário das sócias do IV Trimestre de 2012 e eleição e posse da Diretoria para 2013.

O evento, realizado em uma das salas anexas ao templo, começou ao meio dia e se estendeu até depois das 15 horas. Contou com sócias e convidados participando conjuntamente das atividades, desenvolvidas em clima de alegria, amizade e serviço, mesmo sob forte calor.  

Ao encontro compareceram vários representantes dos departamentos da igreja, incluindo os pastores com suas famílias.  A programação foi preparada pela equipe de Confraternizações e Eventos da MCA local e dirigida pela Coordenadora do Grupo, irmã Odete Pereira Dáris, que iniciou com uma palavra de boas vindas, seguida de leitura bíblica,  cântico de hinos, exibição de um vídeo, poesia e momento de oração.


                                                                                                                                                                                                                      


Em um segundo momento do Encontro, a Comissão de Indicação de nomes para a Diretoria UFMB local para 2013, apresentou seu relatório. O mesmo foi lido pela irmã Maria Amâncio Gonçalves, relatora. Em seguida o plenário acatou a lista apresentada e votou, englobadamente, dando-se em seguida posse às eleitas. 

No prosseguimento, a Coordenadora Geral em 2012, irmã Zedite Gomes Cassiano, fez uso da palavra. Iniciou agradecendo à equipe que atuou como diretoria da UFMB PIB em Goiânia neste ano, elogiando a dedicação de todas e o espírito voluntário. Mencionou sua alegria pelo retorno da Organização-Filha Mensageiras do Rei, que ficara inativa por um período por por falta de Conselheira, mas que em 2012 contou com a irmã Marcelia Barbosa dos Santos que está reestruturando o grupo das meninas da igreja. Manifestou seu desejo de que também a Organização-Filha Jovens Cristãs em Ação seja retomada no âmbito da igreja local. E, concluiu, visivelmente emocionada, afirmando que aposentará feliz por ter tido a honra de ter liderado esta MCA em 2012. Criticou o que considera um  gravíssimo equívoco por parte de alguns líderes de igrejas que não apóiam a União Feminina. "A União Feminina Missionária, que congrega o elemento feminino da igreja batista, sempre atuou e atua como um braço forte do pastor", concluiu a líder. 

Em seguida também fez uso da palavra a Coordenadora-Geral eleita para 2013, irmã Odete Pereira Dáris. Fez um breve histórico pessoal de seu envolvimento com a União Feminina Missionária Batista, a seu ver um dos ministérios mais consistentes na denominação e relatou sua dedicação em servir a Deus por meio do mesmo. Lembrou ainda que atuou com Coordenadora-Geral da Organização em nível estadual, a UFMB-GO, por cerca de oito mandatos. E, terminou informando que, esta é a sétima vez que é reconduzida como Coordenadora-Geral da UFMB na Primeira Igreja Batista em Goiânia.

A última parte da reunião foi marcada pela confraternização com as  sócias aniversariantes no IV Trimestre 2012  e  a  revelação da brincadeira do ‘Amigo Secreto’. As  homenageadas foram: Angelina Maria de São José, Maria Luiza de Souza, Benice Teixeira Requel, Geralda Cruvinel, Delba Moura Costa, Leide Aparecida Amorim Pereira, Waléria Rabelo, Antônia Alves Oliveira, Maria Aparecida de Souza Garcia, Odávia Alves Nogueira, Eliane Mohn Nogueira Rosa, Alice Mariana Fernandes dos Santos, Abenilza Souza e Silva, Selma Alves de Oliveira, Deusdete Meireles Braga, Vlandete do Rosário Silva  e Suely Alves de Oliveira Barcelos.

                                                                                                                                                                                                                   

                                                                                                                                                                                            













 


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Nota: Imagens:  Comissão Audiovisual da UFMB PIB em Goiânia.

quinta-feira, 15 de março de 2012

ABRAÇO DE MÃE ( VM 2T2012)

A expressão “lamber a cria”, utilizada tão despretensiosamente por tanta gente, surge, segundo os estudiosos, de uma das mais delicadas, mais generosas e mais gratificantes experiências dos seres vivos, cujos resultados benéficos tendem a persistir ao longo de suas vidas e a estender sobre a de seus descendentes. Em agosto de 2010 o mundo ficou encantado com o relato de um abraço de mãe, conhecido como abraço da ressurreição. 

Segundo o noticiário, na Austrália uma mulher dera à luz a gêmeos prematuros, com sete meses de gestação. A menininha sobreviveu, mas o menininho com 900 gramas e fraquinho, sobreviveu apenas por 20 minutos depois do parto. Morto, foi entregue pelos médicos à mãe que desejava se despedir do pequenino. Porém, a mesma colocou o bebê no peito e o chamou pelo nome: Jamie. Conversou, fez carinho e depois de duas horas o garoto respirou. Ela, então, deu a ele leito materno. Em princípio, os médicos não acreditaram, disseram que os movimentos eram reflexos. Mas o bebê abriu os olhos e voltou a viver. A criança, à época em que a notícia foi veiculada, agosto de 2010, tinha cinco meses de vida e estava muito saudável.
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O Poder do Toque- Até recentemente, os bebês prematuros eram deixados sozinhos em incubadeiras, separados da mãe. E, apesar de receberem cuidados médicos, alimento, oxigênio e calor, esses bebês tinham problemas de desenvolvimento e demoravam a receber alta e ir para casa. Resolveu-se permitir que as mães ficassem por perto, acariciando suas crias e notou-se uma drástica mudança: os bebês subitamente cresciam, tinham mais saúde e iam para casa em menos tempo. Experiências com bebês-rato demonstraram que o recebimento de carinho na fase inicial da vida muda permanentemente sua resposta ao estresse.  De acordo com estudiosos, a explicação está no fato de que o cérebro, que possui um sistema especializado em detectar carícias,  parece interpretar a falta de toques e carinhos como sinal gritante da ausência de alguém que cuide do bebê, e aciona uma resposta generalizada de estresse, com liberação de hormônios glicocorticóides. Em conseqüência, corpo e cérebro saem do modo ’desenvolvimento/ crescimento’, entram no modo ’sobrevivência’, armazenando reservas, e dele só saem quando o cérebro detectar carinhos que indicam que alguém começa a se ocupar do bebê.  Mas os benefícios do carinho vão além de permitir o desenvolvimento tranqüilo do bebê.

Benefícios do Toque-Michael Meany, da Universidade McGill, no Canadá, mostrou no final dos anos 1990, que ratos que são devidamente lambidos por suas mães durante a primeira semana de vida, tornam-se adultos mais tranqüilos, pouco medrosos e com respostas hormonais e comportamentais de estresse mais controladas do que ratos criados por mães-ratas pouco carinhosas. Segundo ele, ser lambido pela mãe provoca nos bebês-rato um aumento na liberação de serotonina (conhecida como hormônio do prazer) no cérebro. Também Suzana Herculano-Houzel, uma neurocientista brasileira, professora universitária e escritora, autora de várias obras entre elas: O Cérebro Nosso de Cada Dia (Vieira & Lent, 2002) e Fique de Bem com seu Cérebro (Sextante, 2007) afirma, em artigo Publicado em 04/10/2002 | Atualizado em 28/01/2010, na coluna Nosso Cérebro de cada dia da página do Instituto Ciência Hoje, que cientistas identificam fibras nervosas que respondem exclusivamente a toque amoroso. Assim, diz a cientista: “carinho é um santo remédio. Serve como tranqüilizante, faz bebês prematuros crescerem mais rápido, cria vínculos emocionais entre as pessoas, além de ser muito bom!”. Recentemente, um grupo de neurocientistas americanos, sob a coordenação do neurobiólogo Ron Frostig, da Universidade da Califórnia concluiu que estímulo sensorial pode evitar seqüelas de AVC. Entendeu-se que com leves toques e sons evita-se morte neural e diminui lesões em camundongos. O experimento consistiu em  primeiramente induzirem AVC em ratos, bloqueando uma artéria que irriga o cérebro. Em seguida, tocaram o pelo dos animais e mediram, simultaneamente, a atividade cerebral dos roedores. Quando os pesquisadores vibravam um único pelo, até duas horas após o AVC, os neurônios que normalmente teriam morrido continuavam a funcionar. Após o experimento, os animais não apresentaram paralisia e déficits sensoriais. O mecanismo exato do efeito protetor ainda não está claro, mas parece envolver o redirecionamento do sangue através de veias não danificadas. No entanto, os estudiosos ressaltam que o efeito talvez não seja exatamente o mesmo em humanos, considerando o tamanho do cérebro dos ratos, muito menor que o das pessoas. “De qualquer forma, conversar com o paciente e segurar sua mão, no trajeto até o hospital, com certeza não fará mal algum”, observou o coordenador da pesquisa.

Relacionando-se- Estudo realizado por uma equipe de cientistas da Universidade de Pádua, na Itália, indica que gêmeos têm a tendência de se tocar durante a gestação. Segundo estes cientistas, este toque não acontece pela falta de espaço, nem pelo acaso, mas pelo desejo de se comunicarem. O trabalho, coordenado pelo professor Umberto Castiello, contou com a colaboração de cinco mães que esperavam gêmeos e com um equipamento de ultrassonografia 4D, utilizado para estudar a anatomia e o bem-estar do feto em seu desenvolvimento. O acompanhamento das gestações durante dois exames realizados entre as 14ª e 18ª semana de gravidez proporcionou imagens que mostravam a inclinação dos gêmeos para se encontrar um com o outro e se tocar. De acordo com os estudiosos, que publicaram seu trabalho na Public Library of Science One, (PLoS ONE), as imagens  revelam que esses contatos entre os irmãos são cuidadosos e suaves e não os prejudica. Enquanto no início da gestação eles se mantêm distantes e seus movimentos são suaves, impossibilitando-os de alcançar o outro, a partir da 11ª semana, o contato começa pelas cabeças e entre a cabeça de um e o braço do outro. Mas o que mais chama a atenção nesse estudo é a conclusão à qual se chega: os seres humanos vivem “sua primeira relação social antes de nascer", diz o artigo, o que comprova a natureza social dos seres humanos e sua necessidade de manter contato com os demais desde os momentos mais iniciais da vida. Ainda de acordo com o professor Julian Lopez-Torrecilla Fernandez, do Departamento de Psicologia Evolutiva e da Educação da Universidade Autônoma de Madri, a necessidade de inter-relação entre os seres humanos não só é possível, mas necessária. “Necessitamos de contato com os demais para nosso desenvolvimento. Isto tem duas vertentes: a cognitiva (o desenvolvimento fisiológico do cérebro, das capacidades e aptidões) e a social (contato físico e emotivo). As duas se baseiam no contato com os outros", ressalta o professor.

O Contato – Entre as imagens pintadas no centro da Capela Sistina, na Itália, está a criação de Adão. A representação do toque de Deus por Michelangelo é notável, sobretudo, segundo Gombrich, porque o artista representou apenas um quase toque de Deus em Adão, retratando a comunicação mesmo em apenas um quase toque de Deus em Adão, significando o infinito entre as duas personagens, criador e criatura. Passagens bíblicas também remetem à importância do toque. Por exemplo, em: Marcos 5:31:  “E disseram-lhe os seus discípulos: Vês que a multidão te aperta, e dizes: Quem me tocou?  Lucas 7:39: “Quando isto viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora. A Bíblia apresenta o poder do toque também para a vida e para a morte. Por exemplo: Números 19:22: “E tudo o que tocar o imundo também será imundo; e a pessoa que o tocar será imunda até à tarde”.  E ainda, Marcos 5:28: “Porque dizia: Se tão-somente tocar nas suas vestes, sararei.

Segundo Montagu, um antropólogo e humanista inglês, em sua obra: Tocar: o Significado Humano da Pele, Editora: Summus, 1988, ISBN 8532303080) a pele é o nosso mais antigo e sensível órgão e o nosso primeiro meio de comunicação, porque a pele tem a mesma origem embrionária do sistema nervoso.  Para ele, ela funciona como um livro que registra a história e as experiências de cada um. Já, para Carl Gustav Jung, um psiquiatra suíço e fundador da psicologia analítica, também conhecida como psicologia junguiana, nossa consciência é um produto da percepção e orientação no mundo externo, que se localiza no cérebro, e sua origem é ectodérmica. Segundo este  estudioso, desde a época dos nossos ancestrais essa consciência acontece através do relacionamento sensorial com o mundo exterior.  Para Jung, é como se o sistema nervoso fosse uma parte escondida da pele e esta, por sua vez, seria a porção externa do sistema nervoso. Por esta razão, segundo ele, ser tocado é essencial para o desenvolvimento humano e é um ato instintivo dos animais mamíferos. Este cientista também lembra que os filhotes de mamíferos, como cães e gatos, sempre são lambidos pela mãe e que o ato de lamber a cria é fundamental para garantir a sobrevivência.  Alega que tanto os animais como os seres humanos que são privados das lambidas da fêmea ou do carinho da mãe, desenvolvem doenças. Outros autores chegaram à conclusão de que a criança privada de estimulação tátil se torna desajeitada física e emocionalmente, não só a nível psicológico como também comportamental.

Assim, o episódio que ficou conhecido como o abraço da ressurreição, citado no preâmbulo deste artigo, pode representar um acontecimento pontual, episódico. O abraço de uma mãe nem sempre terá esta magia. Nem sempre será capaz de mudar a realidade palpável e cruel da existência de um indivíduo, que a própria Bíblia descreve como o mal de cada dia. Mas certamente o carinho materno demonstrado, a expressão de amor e confiança no potencial do filho, lhe alavancará a auto-estima. E, assim, o abraço de mãe seria uma grande ferramenta para levantar uma sociedade desorientada e esmorecida. Com realismo sabe-se que nem todo abraço de mãe tem a virtude de ressuscitar da morte, mas ninguém duvida de que o mesmo pode pôr um filho em pé diante da vida.

(Publicado originalmente em Visão Missionária Ano 90-No. 2-2T2012)
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