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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

A FAMÍLIA E OS VALORES MORAIS





“Ao receber uma criança, diante dos grandes desafios da educação e formação, os pais costumam alegar: `Não vem com manual`.  Mas, neste ponto, eles se esquecem de que a Bíblia Sagrada é o manual eficiente que toda família deve observar ao instruir uma criança. A Bíblia sim, é o manual para se criar filhos”. 


Com esta afirmação, a Professora Geralda Cruvinel Guimarães iniciou sua reflexão da tarde de 29 de agosto de 2017 ao grupo de senhoras da MCM da Primeira Igreja Batista em Goiânia, quando falou sobre Família e demonstrou que esta instituição é a principal responsável pela transmissão de valores morais às novas gerações.



A palestrante defendeu que o lar é o berço das regras morais, éticas e valores e citou a recomendação do apóstolo Paulo aos romanos em Rm 12.2: "E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.

Justificou que tal observância, não seria apenas uma questão de fé religiosa mas de inteligência, já que quase tudo na vida depende de escolhas ou decisões. Assim, a fé racional levaria o sujeito a experimentar a vontade de Deus, e, como a mesma é boa, agradável e perfeita, aquele que a experimentasse viveria numa atmosfera positiva e feliz.


Observando que o período da infância  está cada vez mais curto, alertou que é preciso ser ligeiro e hábil na tarefe de “ensinar o menino” como recomenda a Bíblia. Mesmo porque, segundo ela, eles aprendem de outras fontes cada vez mais precocemente, não raro aquilo que não ensinaríamos porque não concordamos.

Citando Gênesis 6.5: “Viu o Senhor que a maldade havia se multiplicado na Terra”,  a professora observou que  a família foi marcada  por tragédias, degeneração, imoralidade, violência pela presença do pecado em sua realidade, desde o início, citando os atuais meios de comunicação como propagadores eficientes de muitas distorções morais.

Concluiu, afirmando que o segredo é viver uma vida de fé e renúncia tal como o descreve o texto de Tito 2.12: "Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente". Reiterou que a Bíblia é fonte dos valores morais para a família tais como o amor, a bondade, o perdão, a misericórdia, a lealdade, a honestidade, humildade, obediência e o respeito. E, defendeu que a mesma deve ensinar por todos os instrumentos de que dispõe, ressaltando que a prática destes valores entre as quatro paredes, será seguramente o instrumento mais efetivo.


  








 Imagens: UFMBPIBGOIÂNIA Arquivos (Suely Barcelos/ Maria Tereza Ventura).

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

A FAMÍLIA NA PÓS-MODERNIDADE




A oposição entre o mundo sólido e o mundo líquido, a base do pensamento de Zygmunt Bauman um dos mais respeitados intelectuais da atualidade, era trazida à tona naquela tarde de terça-feira, 10 de  outubro de 2017 pela professora Odete Daris, que discorreria sobre o tema Família durante reunião semanal da MCM da PIB Goiânia.   


De acordo com o sociólogo, autor de mais de 50 livros e também professor, houve muitas crises na história da humanidade, muitos períodos de interregno, nos quais as pessoas não sabiam o que fazer, mas acabaram por achar um caminho. Porém, avaliou o atual momento da humanidade como tão enigmático que torna-se difícil olhar para a frente com o mesmo otimismo. O pensador ilustre teria afirmado em entrevista a um respeitável veículo de comunicação:  “A minha única preocupação é o tempo que levarão para achar o caminho agora. Quantas pessoas se tornarão vítimas até que a solução seja encontrada?"


A professora falando àquele grupo de mulheres, apresentou os tempos mais antigos como tendo os conceitos mais sólidos nos quais as ideias, ideologias e relações eram concebidas a partir da realidade e da interação entre as pessoas.  Afirmou que o século XX, sofreu mudanças pelas conquistas tecnológicas, embates políticos e guerras e viu o apogeu e o declínio desse mundo sólido.  Já no Séc. XXI, a era conhecida como pós-modernidade trouxe a fluidez do líquido, ignorando divisões e barreiras, redesenhando formas, ocupando espaços e diluindo certezas, crenças e práticas.

Afirmou que o sistema familiar está posto ao centro deste turbilhão de mudanças drásticas deste tempo marcado pelo relativismo moral, pelo pluralismo religioso e pelo secularismo. O que pode ser percebido, por exemplo, no aumento do número de separações, no aumento do número de mulheres assumindo a direção e o sustento da família e em comportamentos como a consolidação da realidade de união de pessoas do mesmo sexo, na mudança do sentimento de dependência mútua, na interferência dos meios de comunicação, em filhos com maior liberdade de expressão, na inversão de valores e na falta de temor a Deus.
 





Alegou que, atualmente, o excesso de atividades  consome o tempo dos membros da família impedindo encontro durante as refeições, por exemplo, como se fazia antigamente. Afirmou que aumenta a falta de intimidade ou confiança entre pais e filhos, que preferem conversar com terceiros (amigos, conselheiros, psicólogos, etc). Disse ainda que, todos evitam expor seus problemas para não darem a impressão de derrota ou fracasso. Ao concluir, observou  "ironicamente, quando vivemos a era da comunicação, alimentamos o silêncio. As relações interpessoais enfraquecem e o ser humano vê aprofundar sua solidão, inclusive no interior de sua família."




 “ A maior joia que o ser humano pode ter é uma família ajustada que se reúne e cada um dos membros sabe que pode contar com seus familiares, quando precisa de ajuda”.




Arquivos da MCMPIBGOIÂNIA 2017 ( DECOM: Carmelita Graciana/Suely Barcelos/Tereza Ventura)