O Pastor Guenther Carlos Krieger é conhecido por um sorriso ímpar e uma
modéstia indescritível, especialmnete quando fala de sua vida e ministério entre o povo indígena
Xerente. O missionário chegou à região, então norte de Goiás, hoje Tocantins, no ano de 1959 e no dia 1º de outubro deste mesmo ano, passou a atuar como enviado da Junta de Missões Nacionais.
Passado mais de meio século e com 74 anos de idade, continua a trabalhar entre os Xerentes, onde tem uma vasta lista de serviços prestados em várias áreas do conhecimento humano como na literatura e na Educação. A atuação do Pr. Guenther e sua esposa Dona Wanda entre o povo brasileiro Xerente, comprova que, o Evangelho de Jesus Cristo pode trasformar positivamente a vida de uma nação, pela mudança na concepção de mundo de seus indivíduos.
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(Imagem: Crianças Xerentes exibem faixa com versículo em sua própria língua com tradução para o português)
Vocação e Família- Guenther Carlos Krieger nasceu
no dia 25 de janeiro de 1938, em Blumenau, Santa Catarina. Em agosto de 1957
foi batizado na Igreja Batista de Casa Verde, em São Paulo. Em 1958 concluiu o
curso no Instituto Evangélico Missionário, em Jacutinga, MG, indo ao campo para
um período complementar de estágio. No trabalho com indígenas, pôde ver quão
espinhosa era a tarefa de evangelização dos índios xerentes, mas sentiu seu
chamado sendo confirmado. Em 23 de novembro de 1960 casou-se
com Wanda Braidotti com quem teve seus três filhos: Orlando Luiz Krieger (19/09/61), Guenther Carlos
Krieger Filho (13/06/64) e Marcos Fernando Krieger (05/04/67).
Obra-O Pr. Guenther Carlos Krieger e sua esposa Dona Wanda Braidott Krieger atuam na região há mais de 50 anos. Este missionário batista foi o
fundador da primeira escola entre o povo xerente. Depois, com sua equipe, criou
a escrita xerente. É autor de várias obras literárias naquela língua,
entre as principais estão: a Primeira Cartilha Xerente de Alfabetização (1960), Primeiro Hinário Xerente para o Culto (1961); Evangelho Segundo São Marcos
(1970); Livro sobre Higiene e Saúde (1972); Atos dos Apóstolos em Xerente
(1978), Coletânea de Textos do Novo Testamento (1990), Dicionário Bilingue Xerente Português(1994). Porém, seu mais relevante trabalho escrito da língua xerente, foi o
NovoTestamento em Xerente, lançado em (2009). Esta tradução foi concluída após mais de quarenta anos de dedicação quando contou com uma equipe de cerca de 18 índios Xerentes.
Conta
o Pr. Guenther que quando chegou à região o povo Xerente não chegava a quatrocentos
e cinquenta pessoas. Diz que ouvia entre os mais velhos uma constatação dolorosa pela expressão: “Um dia
fomos muitos, agora nóis é pouco, só falta nóis acabá tudo”. O que era sensato deduzir, de acordo com o missionário porque, a nação Xerente
estava sendo dizimada por enfermidades oriundas do contato com o homem branco
para as quais não tinham nem anticorpos nem remédios.
Informa
que, atualmente, o povo Xerente é próximo a três mil pessoas. Afirma que o mesmo está melhor capacitado
ante a realidade do atual desenvolvimento do país e cita, com
alegria, que os Xerente têm hoje quase duas dezenas de seus filhos com diploma
universitário e algumas dezenas mais cursando escolas de nível superior, além
de bom número de profissionais a nível de curso médio. E, atribui tal avanço e
prosperidade, aos benefícios trazidos pelo conhecimento das
letras e uma boa compreensão das promessas do Evangelho.
O Pr.Guenther, que é dotado de um conhecimento singular e de uma
memória admirável em seus 74 anos de idade, recebe com modéstia as homenagens
e elogios que lhe são atribuídos. E, com um generoso e grato sorriso alega
que os recebe como a um bálsamo para o coração de um velho lidador. São traços de sua atuação: o serviço, o sorriso e a humildade. Será também seu legado, como um dos mais brilhantes homens evangélicos brasileiros, sua notável capacidade de comunicar o Evangelho de Jesus Cristo, com uma admirável simultaneidade e coerência, entre a teoria e a prática.
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