AGOSTO /JUVENTUDE

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AGOSTO/ MÊS DA JUVENTUDE

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

DELIS ORTIZ- CARREIRA E FÉ

Delis Ortiz (imagem:www.conteudo.com.br/foto:Luciana Novaes) nasceu no dia 5 de junho de 1963 em Cuiabá, Mato Grosso. É filha de venezuelano naturalizado brasileiro Alfredo Ortiz e da enfermeira e contadora Zila Lima Ortiz. Formou-se em jornalismo e começou sua carreira de jornalista dois anos depois de formada, como repórter na sucursal do SBT na capital federal. Trabalhou seis anos na emissora. Fez sua estréia como repórter de vídeo no jornal Noti-Centro, cobrindo notícias da periferia da região central do país. Em seguida, com a criação do Telejornal Brasil, um noticiário nacional do SBT, trabalhou ao lado de profissionais como Bóris Casoy e Tonico Ferreira. No TJBrasil, começou a cobrir política em Brasília. No final de 1990 foi convidada para trabalhar como repórter do Jornal Nacional. Assim, começou a trabalhar na sucursal da Globo em Brasília em 1991, logo após o início da crise do governo Collor. A cobertura da crise política foi marcante na carreira de Delis Ortiz, que acompanhou intensamente os acontecimentos até a renúncia de Collor. Ainda nos anos 1990, a jornalista cobriu o lançamento Plano Real e, em 1994, foi escalada para acompanhar os candidatos à presidência da República. Em 1997, cobriu o assassinato do índio pataxó Gaudino Jesus dos Santos, que teve o corpo queimado por jovens de Brasília enquanto dormia. Realizou grandes reportagens, cobriu escândalos como o chamado Escândalo do Mensalão e Comissões Parlamentares, como a CPI do Narcotráfico, em 2000. Em 2002, Delis Ortiz cobriu a chegada a Brasília da seleção brasileira de futebol, que havia acabado de conquistar o pentacampeonato mundial. Fez flashes ao vivo diretamente da cerimônia de posse de Fernando Henrique Cardoso e cobriu, posteriormente, o dia-a-dia do governo FHC, inclusive acompanhando viagens presidenciais. Cobriu as eleições presidenciais e acompanhou desde a candidatura até a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2004, trabalhou com a equipe do Globo Repórter em um programa especial sobre abuso sexual de crianças. Suas matérias, gravadas no Paraguai, Rio Grande do Sul e no Ceará, renderam à jornalista o VII Prêmio Imprensa Embratel, em 2005. Em 2006, cobriu a CPI das Sanguessugas. Também em 2006, participou de nova cobertura das eleições presidenciais, cobrindo a reeleição e posse do presidente Lula. Em 2008, realizou uma série de reportagens sobre violência doméstica que teve destaque no Jornal Nacional.

Delis Ortiz, é evangélica, da igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasília e mãe de Brenda e Bianca, e avó de Gabriel e Stella . A notícia não espera. Não tem hora para acontecer. Apurar acontecimentos, produzir textos, diagramar matérias e bem montar informações é uma rotina estressante. São horas de planejamento, conversas, confirmação de dados, tudo em prol de uma publicação confiável, interessante e útil ao interesse público. Mas fora estas implicações da carreira em si, há ainda outra peculiaridade para um grupo específico dentro do grupo maior, o dos jornalistas evangélicos e sua relação com a fé e a profissão. Delis Ortiz vivenciou o que afirmou Gabriel Garcia Marquez, escritor, jornalista e editor colombiano: “O jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade...” mas adicionou a esta paixão, uma outra, talvez mais poderosa, a paixão por Jesus Cristo. Esta potencializa-lhe o senso crítico e aprimora-lhe os valores éticos evitando que sucumbisse no Planalto, onde Deus a plantou por muitos anos. Tais valores destilam de seu trabalho, como por exemplo, na história que conta de um taxista contratado por ela, que criticava o desgoverno de Brasília escolhendo o percurso mais longo, mais caro e mais desonesto para a corrida. A jornalista cristã desabafa observando: “... Desembarquei com a lição latejando em mim. Quantas vezes, como fez esse taxista, usamos espelho apenas como retrovisor para reter histórias alheias? Nossas caras, tão deformadas, tão retocadas, tão disfarçadas, onde estão? Onde as escondemos que não aparecem no espelho? Sem a verdade que liberta, jamais estaremos livres de nós mesmos. Ainda sonho com um Brasil de cara nova..."
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